Guia Completo sobre Frete Internacional

A internacionalização das empresas é uma estratégia cada vez mais atraente para os negócios brasileiros. Com o objetivo de expandir suas operações para outros países, especialmente aqueles com moedas mais fortes, é fundamental compreender e planejar adequadamente o processo de frete internacional.

A escolha correta do tipo de frete é crucial para maximizar as vendas e evitar prejuízos potenciais. Neste guia, forneceremos informações abrangentes para auxiliá-lo na seleção do frete mais adequado às suas necessidades de compras e vendas internacionais. Acompanhe!

O que é frete internacional?

De acordo com o dicionário Houaiss, frete é o valor pago pelo uso ou locação de embarcação ou qualquer outro meio de transporte (rodoviário, marítimo, ferroviário ou aéreo) pertencente a outra pessoa ou empresa. No contexto do comércio internacional, o frete internacional refere-se ao transporte de mercadorias entre dois países, regido por um contrato internacionalmente aceito. Essa operação desempenha um papel essencial no comércio exterior.

Como planejar e escolher o frete internacional adequado para suas necessidades?

Ao escolher a modalidade de frete internacional mais adequada, é fundamental levar em consideração as seguintes informações:

  • Local de origem;
  • Local de destino;
  • Prazo de entrega necessário;
  • Características da carga (peso, volume, natureza, cubagem);
  • Disponibilidade para envio;
  • Modalidade de transporte a ser utilizada (aéreo, marítimo, rodoviário);
  • Custo do serviço.

A seguir, forneceremos informações detalhadas sobre o processo de frete internacional e como ele é conduzido.

Como funciona o processo de frete internacional?

O processo de frete internacional envolve várias etapas, desde a fábrica ou armazém de distribuição da empresa exportadora até o modal principal escolhido. Antes que a mercadoria seja alocada no modal de frete internacional, é essencial realizar o despacho aduaneiro de exportação.

Despacho aduaneiro

O despacho aduaneiro é um procedimento que verifica a conformidade dos dados declarados pelo exportador em relação à mercadoria, aos documentos apresentados e à legislação específica. Essa etapa é realizada pelo despachante aduaneiro, que preenche corretamente a declaração aduaneira, evitando problemas como multas e impostos desnecessários. Além disso, o despachante aduaneiro fornece orientações sobre o envio e recebimento de produtos, conhecendo as transportadoras, portos, aeroportos e empresas de logística mais eficientes.

Armazenagem em zona primária e secundária

Após a verificação da documentação necessária para o embarque, a carga é armazenada e preparada próximo ao terminal marítimo/aéreo. Existem recintos alfandegados divididos em zona primária e zona secundária, onde ocorre a movimentação, armazenagem e despacho aduaneiro das mercadorias.

Tipos de modais de frete internacional

Existem diferentes modais de transporte para o frete internacional. A seguir, destacamos alguns dos principais:

Frete Marítimo Internacional

O transporte marítimo é o deslocamento de mercadorias por meio de embarcações projetadas para navegar nos mares. É considerado o modal mais antigo utilizado no comércio exterior e oferece vantagens como menor custo de frete, segurança contra ataques ou roubos, capacidade de transporte de grandes volumes de carga e abrangência de longas distâncias.

O transporte marítimo oferece uma série de vantagens e desvantagens que devem ser consideradas ao escolher o modal adequado para o frete internacional. Vamos analisar cada uma delas de forma clara e concisa.

Vantagens do modal marítimo

  • Menor custo de frete: O transporte marítimo é conhecido por ter um custo de frete mais baixo em comparação com outros modais. Isso ocorre devido ao menor consumo de combustível das embarcações e à capacidade de transportar uma grande quantidade de mercadorias em um único carregamento.
  • Maior segurança: O modal marítimo é considerado mais seguro em termos de ataques e roubos em comparação com outros meios de transporte. Os portos e navios possuem medidas de segurança robustas para proteger as cargas durante todo o percurso.
  • Capacidade de carga: As embarcações marítimas possuem uma capacidade significativa de transporte, permitindo o transporte de grandes volumes de carga em um único embarque. Isso é especialmente vantajoso para empresas que lidam com mercadorias em grande escala.
  • Abrangência de longas distâncias: O transporte marítimo é altamente eficiente para percorrer longas distâncias. Navios são capazes de viajar por oceanos e mares, conectando diferentes partes do mundo de forma econômica e confiável.
  • Versatilidade na carga: O modal marítimo é capaz de transportar praticamente qualquer tipo de mercadoria, desde produtos a granel, como minérios e commodities, até cargas refrigeradas, veículos e contêineres. Essa versatilidade torna-o uma escolha popular para diversos setores industriais.

Desvantagens do modal marítimo

  • Maior tempo de trânsito: O transporte marítimo é conhecido por ter um tempo de trânsito mais longo em comparação com outros modais, podendo levar semanas ou até meses para que a carga alcance o destino final. Isso deve ser considerado ao planejar prazos de entrega.
  • Limitações no desembarque: Em alguns casos, o transporte marítimo pode apresentar limitações em relação aos portos de desembarque. Nem todos os portos possuem a infraestrutura adequada para receber certos tipos de carga ou possuem restrições específicas. É importante considerar esses aspectos ao escolher o modal marítimo.
  • Exigências de embalagem: O transporte marítimo requer embalagens robustas e adequadas para proteger a carga durante o manuseio e as condições adversas do ambiente marítimo. As embalagens devem ser capazes de suportar a movimentação das ondas, possíveis impactos e condições climáticas desfavoráveis.
  • Congestionamentos portuários: Em alguns casos, os portos podem enfrentar congestionamentos devido ao alto volume de embarcações e processos burocráticos. Isso pode causar atrasos no embarque e desembarque da carga, afetando os prazos de entrega planejados.

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Ao decidir pelo transporte marítimo, é importante considerar esses aspectos e avaliar como eles se alinham às necessidades específicas de sua empresa e das mercadorias a serem transportadas.

Frete Ferroviário Internacional

O transporte ferroviário é realizado por vagões interligados a locomotivas, utilizando trilhos de ferro. É indicado principalmente para o transporte de cargas em longas distâncias e em grandes quantidades. Suas vantagens incluem menor custo, maior segurança e baixo consumo de energia.

Vantagens do modal ferroviário

  • Capacidade para grandes cargas: O sistema ferroviário possui vagões espaçosos, projetados para acomodar grandes volumes de carga. Essa capacidade é especialmente benéfica para empresas que necessitam transportar quantidades significativas de mercadorias, permitindo o envio de cargas em escala.
  • Custo de frete e manutenção reduzidos: O transporte ferroviário apresenta um custo de frete e manutenção relativamente menor quando comparado a outros modais de transporte. Isso se deve à eficiência operacional das ferrovias, que possibilitam o transporte de grandes quantidades de carga de uma só vez, resultando em economias de escala.
  • Segurança aprimorada: O sistema ferroviário oferece maior segurança no transporte de mercadorias. Devido à infraestrutura específica das ferrovias e ao controle rigoroso do fluxo de trens, o risco de acidentes e roubos é significativamente reduzido em comparação com outros modais de transporte.
  • Eficiência energética: O transporte ferroviário é conhecido por ser altamente eficiente em termos de consumo de energia. A locomotiva elétrica é uma das principais fontes de energia utilizadas no sistema ferroviário, proporcionando uma alternativa mais sustentável em comparação com modos de transporte movidos a combustíveis fósseis.
  • Rotas exclusivas: As ferrovias possuem rotas exclusivas dedicadas ao transporte de carga, o que significa que as operações ferroviárias são menos suscetíveis a atrasos causados por congestionamentos de tráfego comuns em estradas e rodovias. Isso contribui para uma maior previsibilidade e confiabilidade nas entregas.

Desvantagens do modal ferroviário

Embora o transporte ferroviário apresente várias vantagens, também é importante mencionar algumas das desvantagens associadas a esse modal. A seguir, são listadas algumas delas:

  • Restrição geográfica: O sistema ferroviário é limitado pela disponibilidade e alcance das ferrovias. Nem todas as regiões possuem uma extensa malha ferroviária, o que pode dificultar o acesso direto a certos locais. Isso pode exigir o uso de outros modais de transporte para complementar a distribuição final da carga.
  • Flexibilidade limitada: Diferentemente dos modais rodoviário e aéreo, o transporte ferroviário possui uma flexibilidade relativamente menor em termos de rotas e horários. As ferrovias geralmente operam de acordo com uma programação fixa, o que pode não atender perfeitamente às necessidades específicas de alguns embarcadores ou destinatários.
  • Tempo de trânsito mais longo: Comparado a outros modais de transporte, como o transporte aéreo, o transporte ferroviário pode ser mais lento em termos de tempo de trânsito. Isso ocorre porque as velocidades das locomotivas podem ser menores em comparação com aeronaves, resultando em prazos de entrega mais longos. Portanto, para cargas que requerem urgência, o modal ferroviário pode não ser a opção mais adequada.
  • Limitações no tipo de carga: Embora o transporte ferroviário possa acomodar uma ampla variedade de mercadorias, certos tipos de carga podem enfrentar restrições ou exigir embalagens especiais para atender às regulamentações e requisitos ferroviários. Além disso, produtos altamente perecíveis ou sensíveis a variações de temperatura podem não ser adequados para o transporte ferroviário, devido à falta de controle climático nos vagões.
  • Investimento inicial e infraestrutura: A expansão e modernização do sistema ferroviário exigem investimentos significativos em infraestrutura, aquisição de equipamentos e manutenção contínua. Em alguns casos, a infraestrutura ferroviária pode ser limitada ou não atender aos padrões necessários, o que pode impactar a eficiência e confiabilidade das operações.

Geralmente, o transporte ferroviário é amplamente utilizado para o transporte de commodities e produtos de baixo valor agregado, como soja e minérios de ferro. Sua eficiência e capacidade de transportar grandes volumes tornam-no uma opção popular para esses tipos de carga.

Frete Aéreo Internacional

O transporte aéreo internacional é realizado por meio de aviões e é ideal para cargas com menor volume, mercadorias perecíveis, valiosas e que exigem rapidez na entrega. Entre as vantagens desse modal estão a velocidade, versatilidade, entrega expressa e alto nível de segurança.

Vantagens do modal aéreo

  • Velocidade: O transporte aéreo é conhecido por sua velocidade. As aeronaves são capazes de cobrir longas distâncias em um curto período de tempo, proporcionando prazos de entrega rápidos. Isso é especialmente vantajoso para cargas que exigem urgência ou para mercados distantes.
  • Versatilidade: O transporte aéreo é altamente versátil, permitindo o transporte de uma ampla variedade de mercadorias. Desde pequenas encomendas até cargas volumosas, o transporte aéreo oferece flexibilidade para acomodar diferentes tipos de carga.
  • Entrega expressa: O modal aéreo é particularmente adequado para serviços de entrega expressa. As companhias aéreas têm rotas regulares e frequentes, possibilitando o envio rápido e eficiente de mercadorias. Isso é especialmente valioso para empresas que buscam atender a demandas de prazos reduzidos.
  • Horários precisos: O transporte aéreo geralmente segue horários de partida e chegada mais precisos em comparação com outros modais. As companhias aéreas seguem itinerários rigorosos e os voos são programados com antecedência, o que oferece maior previsibilidade e planejamento para as operações logísticas.
  • Segurança: O modal aéreo possui um alto índice de segurança. As companhias aéreas implementam rigorosos procedimentos de segurança e rastreamento de carga para garantir a integridade das mercadorias durante o transporte. Além disso, a exposição a roubos e danos é reduzida devido aos controles de acesso restritos nas áreas aeroportuárias.
  • Custos reduzidos com seguro, estocagem e embalagem: Devido à velocidade e menor tempo de trânsito do transporte aéreo, os custos relacionados a seguro, estocagem e embalagem podem ser reduzidos. A necessidade de armazenamento prolongado é minimizada, diminuindo os custos de estocagem. Além disso, a rapidez da entrega também pode exigir menos camadas de proteção e embalagem, resultando em economias adicionais.

Desvantagens do modal aéreo

  • Custo mais elevado: O transporte aéreo é geralmente mais caro em comparação com outros modais, devido aos custos operacionais das companhias aéreas e ao uso de infraestrutura aeroportuária. Esse fator pode limitar sua viabilidade em certos cenários logísticos.
  • Necessidade de integração com outros modais: Em muitos casos, o transporte aéreo requer a integração com outros modais para levar a carga ao seu destino final. Isso ocorre especialmente quando os aeroportos não estão localizados diretamente nas áreas de destino ou quando a mercadoria precisa ser movida para além do aeroporto por meio de outros meios de transporte.
  • Capacidade de carga limitada: As aeronaves têm capacidade de carga relativamente menor em comparação com modais como o transporte marítimo ou ferroviário. Isso pode restringir a quantidade de carga que pode ser transportada em um único envio, exigindo o fracionamento ou a consolidação da carga.

Frete Rodoviário Internacional

O transporte rodoviário é feito por meio de caminhões e carretas em ruas, estradas e rodovias. É amplamente utilizado no Brasil, principalmente para o transporte de cargas em curtas distâncias, produtos de alto valor agregado e mercadorias perecíveis. Embora apresente maior custo de frete em comparação a outros modais, o transporte rodoviário oferece flexibilidade de rota e agilidade.

O transporte rodoviário possui uma série de vantagens, sendo amplamente utilizado no Brasil. A seguir, destacam-se algumas das principais vantagens desse modal.

Vantagens do modal rodoviário

  • Ampla utilização no Brasil: O transporte rodoviário é o modal mais utilizado no país, devido à extensa malha rodoviária e à facilidade de acesso a diferentes regiões. Isso proporciona maior conveniência e agilidade para o transporte de cargas dentro do território nacional.
  • Flexibilidade de rota: O transporte rodoviário oferece flexibilidade na escolha das rotas. Os veículos podem percorrer estradas e vias de diferentes tamanhos e condições, permitindo a entrega direta nos locais desejados. Essa flexibilidade é especialmente vantajosa em áreas remotas ou de difícil acesso.
  • Indicado para curtas distâncias: O modal rodoviário é especialmente adequado para o transporte de cargas em curtas distâncias. É uma opção eficiente para entregas locais, regionais ou intermunicipais, garantindo tempos de trânsito mais curtos.
  • Pouca burocracia na documentação: Comparado a outros modais, o transporte rodoviário geralmente envolve menos burocracia na documentação necessária. Isso pode resultar em processos de envio e liberação mais rápidos, reduzindo a necessidade de trâmites complexos.

Desvantagens do modal rodoviário

  • Baixa capacidade de carga: Em comparação com outros modais, como o transporte marítimo ou ferroviário, o transporte rodoviário possui uma capacidade de carga relativamente menor. Isso pode limitar a quantidade de mercadorias que podem ser transportadas em um único veículo, exigindo o fracionamento ou a utilização de mais veículos para atender à demanda.
  • Complexidade para a logística internacional: O transporte rodoviário pode ser mais complexo quando se trata de logística internacional. Dependendo do destino, podem ser necessários acordos de trânsito e autorizações específicas, bem como lidar com regulamentações alfandegárias e fronteiriças, o que pode aumentar a complexidade e os custos operacionais.
  • Alto custo de operação e manutenção do veículo: O transporte rodoviário pode apresentar custos operacionais e de manutenção mais elevados em comparação com outros modais. Isso inclui combustível, manutenção dos veículos, pedágios e despesas relacionadas ao pessoal envolvido no transporte.
  • Menos utilizado pelo mercado externo: O transporte rodoviário é menos comum em operações de comércio exterior, principalmente quando envolve distâncias maiores e fronteiras internacionais. Outros modais, como o transporte marítimo e aéreo, geralmente são preferidos devido à sua capacidade de lidar com volumes maiores e maior eficiência em rotas internacionais.
  • Alto risco de roubo das mercadorias e do transporte: O transporte rodoviário está sujeito a riscos de roubo de cargas, especialmente em determinadas regiões ou rotas com histórico de criminalidade. Isso requer a implementação de medidas de segurança adequadas para proteger as mercadorias durante o transporte.
  • Suscetível a congestionamentos e engarrafamentos que podem atrasar o prazo de entrega: O tráfego rodoviário pode ser afetado por congestionamentos e engarrafamentos, principalmente em áreas urbanas e em horários de pico. Esses atrasos podem impactar os prazos de entrega e exigir um planejamento cuidadoso para evitar atrasos indesejados.

Modal Dutoviário

O transporte dutoviário é realizado por meio de dutos e é especialmente indicado para o transporte de materiais fluidos, como petróleo, derivados, gás natural e álcool. Esse modal possui vantagens como baixa necessidade de manutenção e é adequado para longas distâncias e grandes volumes de mercadorias.

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Responsabilidade e risco no frete internacional: Incoterms

No transporte internacional de carga, é fundamental estabelecer os direitos e obrigações tanto do comprador (importador) quanto do vendedor (exportador) da mercadoria ou dos serviços. Para facilitar essa definição, existem os chamados Incoterms.

Os Incoterms, criados pela ICC (International Chamber of Commerce), são normas estabelecidas com o objetivo de melhorar a comunicação entre os países e evitar conflitos nos negócios internacionais. Eles regulamentam e definem os direitos e responsabilidades do importador e do exportador.

Vale ressaltar que, na versão mais recente dos Termos Internacionais de Comércio, as normas podem ser utilizadas tanto em transações comerciais internacionais quanto em transações de mercado interno.

É importante destacar também que os Incoterms não têm impacto nos contratos de seguro, relações bancárias e atividades de despachantes aduaneiros. Eles regulam especificamente a relação entre o exportador e o importador.

Atualmente, existem 11 Incoterms estabelecidos, cada um com suas especificações. São eles:

  • EXW (Ex Works ou Na Origem – local de entrega nomeado)
  • FCA (Free Carrier ou Livre No Transportador – local de entrega nomeado)
  • FAS (Free Alongside Ship ou Livre Ao Lado Do Navio – porto de embarque nomeado)
  • FOB (Free On Board ou Livre A Bordo – porto de embarque nomeado)
  • CPT (Carriage Paid To ou Transporte Pago Até – local de destino nomeado)
  • CIP (Carriage And Insurance Paid To ou Transporte E Seguro Pagos Até – local de destino nomeado)
  • CFR (Cost And Freight ou Custo E Frete – porto de destino nomeado)
  • CIF (Cost Insurance And Freight ou Custo, Seguro E Frete – porto de destino nomeado)
  • DAP (Delivered At Place ou Entregue No Local – local de destino nomeado)
  • DPU (Delivered At Place Unloaded ou Entregue No Local Desembarcado – Local de destino nomeado)
  • DDP (Delivered Duty Paid ou Entregue Com Direitos Pagos – local de destino nomeado)

Ao escolher o Incoterm mais adequado para sua operação, é essencial considerar a disponibilidade do fornecedor para negociação. Além disso, é importante estar atento a todos os custos envolvidos no transporte e, se necessário, buscar orientação de um profissional especializado no assunto.

Principais custos do frete internacional

Diversos custos estão associados ao frete internacional, tais como porto de embarque e desembarque, taxas de transbordo, despesas com documentação, armazenagem, entre outros. É importante estar ciente desses custos para calcular o valor total do frete.

Abaixo estão alguns dos custos associados ao frete total:

  • POL (Port of Loading): Refere-se ao porto de embarque de acordo com o Incoterm® FOB (Free On Board). É o local onde a mercadoria é carregada no navio para iniciar o transporte.
  • POD (Port of Discharge): Refere-se ao porto de desembarque, ou seja, o destino final da carga. É o local onde a mercadoria será descarregada do navio.
  • Comm (Commodity): É a taxa relacionada à mercadoria em si, especificamente para cargas gerais e não perigosas. Essa taxa varia dependendo das características e natureza da carga.
  • TT (Transit Time): É o tempo total de trânsito necessário para que a carga seja transportada do porto de embarque ao porto de desembarque. Essa informação é importante para estimar o prazo de entrega.
  • Rate OFR (Rate of Ocean Freight): É a taxa do frete marítimo, ou seja, o valor cobrado pelo transporte da carga marítima de um porto para outro. Essa taxa é calculada com base no peso, volume ou valor da carga.
  • Transhipment charges: São as taxas de transbordo, cobradas quando a carga precisa ser transferida de um navio para outro durante o percurso. Essas taxas são calculadas com base no peso da carga ou em uma taxa fixa por tonelada.
  • Docs (Documentation Fee): Refere-se à taxa de documentação, que é cobrada para o processamento e criação dos documentos de transporte, como o conhecimento de embarque (B/L – Bill of Lading). Essa taxa é geralmente cobrada por B/L emitido.
  • DDF (Documentation Fee – Destination): É a taxa de documentação cobrada no destino, para o processamento dos documentos de transporte necessários para a liberação da carga. Essa taxa é aplicada no local de destino.
  • Storage at CFS (Container Freight Station): Refere-se à taxa de armazenagem na estação de carga de contêineres, geralmente cobrada por peso ou volume da carga e por dia de armazenamento.
  • BL fee (Bill of Lading Fee): É a taxa cobrada pela liberação do conhecimento de embarque (B/L) junto ao embarcador. Essa taxa é aplicada por B/L emitido.
  • Desconsolidação: É a taxa de desconsolidação que ocorre quando a carga é separada do conhecimento de embarque principal (Master B/L) e atribuída a cada conhecimento de embarque individual (House B/L) de acordo com o consignatário da carga. Essa taxa é aplicada por B/L emitido.
  • CUC (Chassis Using Charge): É a taxa cobrada pelo uso de chassi, que é um tipo de trailer utilizado para o transporte de contêineres sobre rodas. Essa taxa está relacionada à movimentação de contêineres.
  • EMF (Equipment Management Fee): É a taxa de gerenciamento de equipamentos, cobrada por serviços extras relacionados aos equipamentos utilizados no transporte, como a entrega de lacres de contêiner de alta segurança.
  • ISPS (Fee for the Security in the Port): É a taxa cobrada pela segurança nos navios e instalações portuárias, visando garantir a proteção e a segurança durante o transporte.
  • BAS (Base Rate): É a taxa de frete básico, que representa o valor mínimo do frete estabelecido para o transporte da carga.
  • ODF (Documentation Fee – Origin): Refere-se à taxa de documentação cobrada na origem, para o processamento e criação de todos os documentos de transporte padrão.
  • OHC (Handling Charge – Origin): É a taxa de manuseio cobrada no terminal ou porto de origem, relacionada às operações de carga e descarga da carga.
  • Capatazias por wm: São as taxas de capatazia, cobradas com base no peso ou volume da carga e no local de movimentação da mesma.

 

Além desses custos individuais, é comum os agentes de carga utilizarem o termo “ALL IN” para fornecer o frete total, já incluindo todas as taxas e sobretaxas mencionadas acima. Isso simplifica o cálculo para os clientes, pois eles recebem o valor final do frete com todos os custos inclusos.

Tipos de pagamento do frete internacional

Existem três formas de pagamento de frete no transporte de carga, conforme descrito a seguir.

Frete pré-pago (freight prepaid)

O frete pré-pago refere-se ao pagamento imediato do frete após o embarque, geralmente para obter a liberação do conhecimento de embarque. Normalmente, esse tipo de frete é pago no local ou país de embarque, mas também pode ser pago no exterior, dependendo das condições acordadas.

É comum associar o frete pré-pago aos termos do Incoterms em que o frete é de responsabilidade do vendedor. No entanto, é importante destacar que o frete pré-pago pode ser utilizado mesmo quando o frete é de responsabilidade do comprador. Isso significa que o frete pré-pago e os Incoterms são conceitos distintos.

Frete a pagar (freight collect)

O frete a pagar refere-se ao pagamento do frete em qualquer lugar do mundo. Nesse caso, o transportador é informado pelo agente de carga sobre o recebimento do frete, para que as operações de exportação sejam liberadas.

Não é obrigatório mencionar o valor do frete a ser pago no Conhecimento de Embarque. Em vez disso, pode ser usado o termo “Freight as Per Agreement” (frete conforme acordo), indicando que o valor do frete será determinado de acordo com o acordo estabelecido.

Frete pagável no destino (freight payable at destination)

O frete pagável no destino significa que o importador é responsável pelo pagamento do frete internacional no momento da chegada ou retirada da mercadoria. Nesse caso, pode-se considerar que o frete será pago conforme a regra do frete a pagar (freight collect).

Nessa situação, o pagamento do frete pode ocorrer em um local diferente do local de embarque ou destino, conforme acordado entre as partes envolvidas. É importante estabelecer claramente os termos de pagamento do frete para evitar qualquer ambiguidade ou conflito durante a transação comercial.

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Conclusão

Ao iniciar o processo de internacionalização de seus produtos ou serviços, é fundamental estudar e planejar o transporte de suas mercadorias. O entendimento da logística, dos custos envolvidos e das vantagens e desvantagens de cada modal de transporte contribui para aumentar a competitividade no mercado internacional. A operação de exportação ou importação envolve vários stakeholders e requer uma comunicação eficiente entre as partes envolvidas.

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